sábado, 3 de dezembro de 2011
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sexta-feira, 11 de março de 2011
Sociedade
A sociedade feudal era composta por três estamentos (três grupos sociais com status fixo): os Nobres (guerreiros), o Clero (religiosos), e os servos (mão de obra). O que determinava o status social era o nascimento. Havia também a relação de suserania entre os Nobres, onde um nobre (suserano) doa um feudo para um outro nobre (vassalo). Apresentava pouca ascensão social e quase não existia mobilidade social (a Igreja foi uma forma de promoção, de mobilidade).
- O clero tinha como função oficial rezar. Na prática, exercia grande poder político sobre uma sociedade bastante religiosa, onde o conceito de separação entre a religião e a política era desconhecido. Mantinham a ordem da sociedade evitando, por meio de persuasão e criação de justificativas religiosas, revoltas e contratações camponesas.
- A nobreza (também chamados de senhores feudais) tinha como principal função a de guerrear, além de exercer considerável poder político sobre as demais classes. O Rei lhes cedia terras e estes lhe juravam ajuda militar (relações de suserania e vassalagem).
- Os servos da gleba constituíam a maior parte da população camponesa: estavam presos à terra, sofriam intensa exploração, eram obrigados a prestarem serviços à nobreza e a pagar-lhes diversos tributos em troca da permissão de uso da terra e de proteção militar. Embora geralmente se considere que a vida dos camponeses fosse miserável, a palavra "escravo" seria imprópria. Para receberem direito à moradia nas terras de seus senhores, juravam-lhe fidelidade e trabalho. Por sua vez, os nobres, para obterem a posse do feudo faziam o mesmo juramento aos reis.
- Os Vassalos oferecem ao senhor ou suserano, fidelidade e trabalho em troca de proteção e um lugar no sistema de produção. As redes de vassalagem estendiam-se por várias regiões, sendo o rei o suserano mais poderoso.
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Aí vai a teogonia de hesiódo
TEOGONIA DE HESÍODO: A ORIGEM DOS DEUSES
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Estudos Literários
Grécia Século 8 a.C
Nas campinas da região da Beócia, Hesíodo pastoreava seu rebanho, quando, de repente, ouviu um canto sublime. Vozes suaves, que pareciam sair do nada, o chamavam pelo nome e lhe diziam que por ordem de Zeus, vieram para torná-lo poeta. Eram as Musas, filhas de Zeus, o supremo do Olimpo, que o chamavam. Elas lhe ensinaram a poesia que revelaria aos homens o conhecimento da origem dos deuses.
Hesíodo ouve das Musas a narrativa sagrada da origem dos deuses, e é orientado por elas, a relatar em versos, como Zeus, viera a ser o pai dos deuses e dos homens e como distribuíra os poderes entre os deuses e os homens, definido, assim, a ordem (kósmo) do mundo, a harmonia universal.
Conforme o que lhe foi revelado, Hesíodo escreveu o poema Teogonia (1022 versos), onde narra que, no princípio, havia apenas quatro seres divinos Caos, Gaia (Terra) de amplos seios, Tártaro (abismo) e Eros, o mais belo entre os deuses imortais, presente em todas as gerações, pois ele é Amor, fundamento de todas as uniões.
Caos gerou Êrebo (treva) e Noite. Noite, por sua vez, pariu terrível prole: Morte, Sono, as três Sortes, Éter e Dia.
Gaia (Terra) gerou um ser capaz de cobri-la inteiramente: Urano (céu). E também pôs no mundo as Montanhas (morada das Ninfas) e o Mar. Unida a Urano, Gaia deu origem aos deuses Titãs, sendo o mais jovem deles Cronos, que nutriu intenso ódio por seu pai. Gerou também os violentos Ciclopes, Trovão, Relâmpago, Arges e os hecatonquiros Briareu, Cotos e Giges – criaturas enormes, das quais saiam cem braços sem forma, assim como cinqüenta cabeças presas sobre o ombro.
Para finalizar a ordenação da Terra, há três mitos. Em primeiro lugar o de Cronos. Um dia quando seu pai Urano veio se estender sobre Gaia, Cronos saiu de seu esconderijo, e com uma foice de dentes agudos castra o pai e lança ao mar o membro cortado que ejacula uma última vez. Da espuma nasce Afrodite, a deusa da beleza e do amor. Urano deixa a Cronos uma maldição: que ele teria um filho que o destruiria.
Cronos liberta os titãs presos pelo pai e os domina tornando-se detentor máximo do poder. Une-se a Réia, sua irmã, mas os filhos gerados por ela, devido à maldição de Urano, são engolidos por Cronos. Quando Réia estava grávida de seu sexto filho, pede a sua mãe (Terra), que lhe ajude a salvá-lo. Quando este nasce, Terra o esconde e envolve uma grande pedra com os panos do recém-nascido, e entrega a Cronos que sem suspeitar do ardil devora a pedra. Fica, assim, seu filho Zeus, protegido e seguro.
O Segundo mito é o de Zeus, filho de Cronos e Réia, salvo pela astúcia de sua avó Terra. Conforme a maldição de Urano Zeus enfrenta o pai e o obriga a regurgitar a pedra e os irmãos que engolira. A pedra é cravada em Delfos ao pé do monte Parnaso. Comandando os irmãos (Héstisa, Deméter, Hera, Hades e Posídon) e os tios Ciclopes, Zeus luta contra Cronos e seus aliados Titãs. Vence o pai na luta contra os Titãs, e o acorrenta no Tártaro. Distribui as honras da vitória entre seus aliados e distingue deuses imortais de homens mortais (mito de Prometeu). Assim, Zeus estabelece a ordenação do mundo segundo a sua vontade.
NO terceiro mito, o supremo do Olimpo consolida seu poder ao abater Tifeu. Zeus possuiu Gaia (Terra), que gerou Tifeu, abominável divindade de cem cabeças de serpente. Da boca e dos olhos expelia fogo e tal era sua força que teria reinado sobre os imortais e mortais, não fosse Zeus combatê-lo em um duelo horrendo, onde o abate e lança-o no Tártaro.
Assim, confirma Zeus seu poder supremo e passa a reinar absoluto no Olimpo unindo-se a deusas imortais e mulheres mortais que geram os deuses do Olimpo.
